3 de junho de 2009

Odes Assimétricas à Lua

Hoje eu quis sonhar
Sonhar com um dia de noite clara
E que de dia a lua pudesse ver

Famigerada e circense
Ó Lua, bem amada
Olho-te e me enobreço
Fantasio um espetáculo sem endereço

Vastidão mágica
de esperança única
Audaz Expressão
De costas não te vejo
Mesmo assim sua luz ensejo
Em sânscrito
as palavras não tem clarão
Em português
eu juro que te canto
Mas há uma língua
Que bordada em ti
rouba um significado
Do menos triste,
meu simples coração.

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