26 de novembro de 2015

ardências

retiro o que digo
não
não retiro

arte arde em meus olhos
quando te
culpo por existir tão bonita
tão doce e safada
tão olhos de pradarias peladas
bronzeados pelo escuro do meu céu
vegeto assim
em estado de-composição
anímico histórica
pra armstício
pura retórica
de um governo esquecido
ascensão
desgovernada
apesar de seu contínuo golpe de estado
de ser
atenciosa
com meus tesos líricos
te abordando com a inveja de quem
te quer
inteira
tomada
ao menos em meus olhos
ao menos em conjecturas
nervosas ardentes nervuras
indomesticáveis

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