
Dona Carolina, tem coisas que o amor indica.
Dona Carolina, você deveria ter feito um esforço.
Quantos corpos autofágicos você teve de encontrar?
Sua filha desvairada ainda anda por aí.
Se eu tivesse sono o suficiente, quantos furos drásticos eu teria evitado em te fazer?
Na qualidade de ex-médico e amante, quantas vezes veio a matar-me com a velocidade de um sem-dó?
Quantas vezes veio a liquidar-me em meio ao falsear de cócegas a brotar de seu interior?
Seu primeiro filho tomou suas roupas pela mão e foi brincar de prostituta pelo universo...
Seu segundo teve a descoragem de nem dizer adeus antes de morrer de peste pneumônica.
Não me lembro do terceiro, que nasceu na infância da minha recém-adquirida (e renovada) solidão.
Se eu tivesse tido sono o suficiente, quantos matos perdidos que tu entraste, eu teria me impedido de ver?
Sobraram seis, cinco, quatro ou três novos solitários que você criou.
Deu de mamar, amacetou-os com seu peso ordinário, deixando-os à deriva de seus próprios pensamentos.
Muita coisa pende ainda de minha cabeça ao seu poço submerso.
Dona Carolina, tem coisas que o amor indica.
Dona Carolina, se tivesse sono suficiente, mesmo assim,
nunca esqueceria de te dizer que agora sou só sua dor.
Dona Carolina, você deveria ter feito um esforço.
Quantos corpos autofágicos você teve de encontrar?
Sua filha desvairada ainda anda por aí.
Se eu tivesse sono o suficiente, quantos furos drásticos eu teria evitado em te fazer?
Na qualidade de ex-médico e amante, quantas vezes veio a matar-me com a velocidade de um sem-dó?
Quantas vezes veio a liquidar-me em meio ao falsear de cócegas a brotar de seu interior?
Seu primeiro filho tomou suas roupas pela mão e foi brincar de prostituta pelo universo...
Seu segundo teve a descoragem de nem dizer adeus antes de morrer de peste pneumônica.
Não me lembro do terceiro, que nasceu na infância da minha recém-adquirida (e renovada) solidão.
Se eu tivesse tido sono o suficiente, quantos matos perdidos que tu entraste, eu teria me impedido de ver?
Sobraram seis, cinco, quatro ou três novos solitários que você criou.
Deu de mamar, amacetou-os com seu peso ordinário, deixando-os à deriva de seus próprios pensamentos.
Muita coisa pende ainda de minha cabeça ao seu poço submerso.
Dona Carolina, tem coisas que o amor indica.
Dona Carolina, se tivesse sono suficiente, mesmo assim,
nunca esqueceria de te dizer que agora sou só sua dor.
2 comentários:
Belíssimo meu amigo Caio! Grande abraço!
Renan A. Pereira.
valeu dom!
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