A Poesia não liga pra mimNão me encara de frente...
Meu Nome, aqui não tem nome
Não tenho como abarcar em vida,
todos os "Eus" que em mim aportam
Por isso, a Poesia parece-me uma enchente
ela não me olha de frente
Um dia, haverei de tecer uma palavra
Uma só palavra
Tal como as quatro notas primordiais de Beethoven
que encantam em sua simplicidade
e no modo que a todos invade
Neste dia, a Poesia há de me olhar, me amar
e talvez...
algo a me dizer
e não eu a ela
3 comentários:
No dia em que a poesia me olhar, permitirei que ela me olhe nos olhos...
Não sou de olhar nos olhos, nunca fui, nunca consegui...
Dizem que é falsidade...é tão fácil julgar.
A poesia não julga, se entrega.
A poesia sempre olha nos olhos, mas daquele ser que mora dentro de nós.
Também desejo um dia que ela me olhe assim, quebrando todas as correntes que me impedem de simplesmente fluir...como ela flui.
Enquanto isso continuamos tecendo palavras...
Até perceber que poesia é também olhar uma flor e não achá-la bela...ver somente a flor e mais nada além dela.
Não olho nos olhos por timidez talvez...ou talvez tenha algo aqui que não deixo ninguém chegar perto...
Eu não sei...
Mas a Poesia sabe.
Lindo, Caio...
Nunca pensei em algo tão lindo para falar para a Poesia como você falou...
"A Poesia sabe" !
Boa, Thais!
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